segunda-feira, 28 de maio de 2012

Divulgados trechos de filme caseiro feito por canibais de Garanhuns - Atualizando - BomJardimPE.com

Preso trio canibal que obrigava criança de 5 anos a se alimentar de cadáveres

 
esquizofrenico

A polícia de Pernambuco investiga suspeitos de assassinar mulheres, esquartejar os corpos e enterrá-los no quintal de uma casa em Garanhuns, no agreste do estado. O delegado Wesley Fernandes Oliveira ouve nesta quinta-feira supostos integrantes do grupo.
O caso começou a ser desvendado nessa quarta-feira, depois que a polícia encontrou os corpos de Giselly Helena da Silva, de 31 anos, e Alexandra Falcão da Silva, de 20, na casa onde moravam os suspeitos. No local, também estavam um livro e um caderno onde os assassinos descreviam os crimes.
Giselly e Alexandra estavam desaparecidas desde fevereiro. Entre as pessoas ouvidas está Bruna Cristina de Oliveira da Silva, de 22 anos, Jorge Negromonte e Isabel Pereira, ambos de 51 anos, que estariam envolvidos com as mortes.
De acordo com o escrivão da 2ª Delegacia, Gleidon Torres, o delegado pretende ouvir ainda uma criança de cinco anos que teria indicado à polícia o local onde os corpos eram enterrados. A menina está sob os cuidados do Conselho Tutelar e só deve falar mediante o acompanhamento de uma equipe de psicólogos. Ela era usada para atrair as vítimas para o local dos crimes com a proposta de emprego de babá.
Enquanto isso, a polícia aguarda ainda o resultado da perícia nos corpos encontrados, que está sendo realizada no Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife. Os exames deverão indicar as causas das mortes e ainda comprovar a identidade das vítimas.
De acordo com a polícia, os suspeitos teriam um triângulo amoroso – marido, mulher e amante. Eles podem estar envolvidos em seis mortes ao todo, incluindo atos de canibalismo. Na casa da família, foi encontrado um livro intitulado “Revelações de um esquizofrênico”, de autoria do homem, onde ele descreve os crimes e revela que o trio comeu parte dos corpos. Havia ainda desenhos de como as vítimas seriam enterradas.
Uso de cartões de crédito
Segundo a polícia, o trio matou as mulheres e roubou cartões de crédito, que foram usados em compras em lojas da cidade. A primeira vítima desapareceu em 25 de fevereiro. Giselly chegou a comemorar com a família o novo emprego, em que ganharia um salário mínimo e meio. Dias depois, a falta de notícias preocupou os parentes, que desconfiaram de sequestro e procuraram a polícia. Faturas dos cartões começaram a chegar, o que serviu de base para a polícia solicitar imagens do circuito interno de segurança das lojas e identificar os suspeitos. A menina de cinco anos contou à polícia que o pai disse que Giselly era uma pessoa má e, por isso, ia mandá-la para o inferno. Também afirmou que viu o pai cortar a cabeça da mulher. Em 12 de março, Alexandra, a segunda vítima, desapareceu.
Além das duas mortes, a polícia suspeieta de outros dois crimes. As revelações foram feitas na manhã desta quinta-feira ao delegado Wesley Fernandes Oliveira durante os depoimentos dos suspeitos, Jorge Negromonte, Isabel Pereira e Bruna Cristina de Oliveira da Silva. A última, teria revelado hoje sua verdadeira identidade. Até ontem, ela utilizava o nome de Jéssica Camila, que na verdade seria mais uma vítima, assassinada em 2008, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife (RMR).
Acredita-se ainda que a criança que morava com a família é filha de Jéssica, que teve o corpo enterrado no quintal da casa onde os assassinos moravam em Olinda e os ossos removidos para um terreno baldio, depois que o trio se mudou para a Paraíba. A criança vivia com os suspeitos desde que tinha 1 ano de idade.
Ainda durante os depoimentos, o trio disse fazer parte de uma seita anti-capitalista que combatia a procriação. Por isso, assassinava apenas mulheres. Eles confirmaram ainda que, além de matar, esquartejar e enterrar as vítimas, comiam a carne dos corpos e faziam com que a criança também se alimentasse dos restos humanos.
A polícia do Rio Grande do Norte investiga a participação dos suspeitos na morte de mais uma mulher no estado.
Confissões de assassinatosAlém dos depoimentos dos suspeitos, o delegado de Garanhuns dispõe de uma prova importante sobre a autoria dos assassinatos. Na casa onde moravam os suspeitos, e onde foram localizados os cadáveres esquartejados e enterrados no quintal, também foram encontrados um livro e um caderno onde os assassinos praticamente fazem uma confissão escrita de próprio punho.
O livro dividido em capítulos, escrito por Jorge Negromonte, detalha o passo a passo dos assassinatos cometidos ao lado da esposa Isabel e da amante Bruna. O material traz ainda desenhos minuciosos com as cenas dos crimes e indícios de que, além dos homicídios, esquartejamento e ocultação dos cadáveres, o trio teria praticado canibalismo. No dia 28 de março, Jorge foi a um cartório registrar o livro e também ofereceu cópias para venda em livrarias da cidade.
O autor relata os crimes como um ritual de purificação, praticado com distância e frieza, e adianta que uma terceira vítima seria sacrificada para dar continuidade ao processo.
Trechos do livro “Relatos de um esquizofrênico”:
Capítulo XXVI “A dividida”

“Vejo aquele corpo no chão, Jéssica desconfia que ainda se encontra com vida, pego uma corda, faço uma forca e coloco no pescoço do corpo, puxo para o banheiro e ligo o chuveiro para todo o sangue escorrer pelo ralo.
Ao olhar para o corpo já sem vida da adolescente do mal, sinto um alívio. Pego uma lamina e começo a retirar toda a sua pele, e logo depois à divido.Eu, Bel e Jéssica nos alimentamos com a carne do mal, como se fosse um ritual de purificação, e o resto eu enterro no nosso quintal, cada parte em um lugar diferente”.
Capítulo XXIV “O plano macabro de destruir a adolescente maldita”
“Um dia eu aproveitando que a adolescente do mal não estava, combinei com Bel e com Jéssica um modo de destruí-la, e chegamos a uma conclusão: matá-la, dividi-la e enterrá-la. Só que cada parte dela em um lugar diferente. Era uma noite de chuva forte, relâmpagos e trovadas. A criatura do mal estava em um quarto da casa: olho para Bel e para Jéssca com um olhar de que aquela noite seria o momento certo para destruir o mal ′Todo ser humano tem um instinto assassio, e tal instinto é çiberado e situações como esta′. O homem também é o único ser que mata por prazer, mas até o matar por prazer é uma espécie de auto-prorteção do seu eu, provando com isso que ele tem o poder sobre outras vidas”.
Fonte: www.uai.com.br

Residência de acusados de canibalismo em Pernambuco volta a ser incendiada por moradores

A Polícia Civil conseguiu chegar até os acusados após a mãe de uma das vítimas levar à delegacia

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16-04-2012 17:21
Casa de acusados de canibalismo Casa de acusados de canibalismo (Foto NE10)
A residência de número 395, da Rua das Emboabas, bairro Jardim Petrópolis em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, onde moravam os assassinos Jorge Negromonte, 50 anos, Isabel Cristina, 51, e Bruna Cristina de Oliveira, 25, acusados de matar, esquartejar, comer partes dos corpos das vítimas e enterrá-las no quintal, foi, mais uma vez, incendiada pela vizinhança.

De acordo com a polícia, a casa que já havia sido arrombada, apedrejada, saqueada e incendiada na manhã da última quinta-feira (12), um dia após a polícia encontrar os corpos das vítimas Giselly Helena da Silva, conhecida como “Geisa dos Panfletos” (desaparecida desde o dia 25 de fevereiro) e Alexandra da Silva Falcão, 20 anos (desaparecida desde o dia 12 de março de 2012), e voltou a ser incendiada na manhã desse domingo (15).

O CASO A Polícia Civil conseguiu chegar até os acusados após a mãe de uma das vítimas levar à delegacia, uma fatura de cartão de crédito que apontava lojas onde a filha – desaparecida – teria feito compras. Indo aos estabelecimentos a polícia identificou os envolvidos, através de gravações do circuito interno de segurança, que mostravam eles fazendo compras com o cartão de crédito da vítima.

Trio acusado de canibalismo é preso em Garanhuns-PE

 

Três pessoas foram presas na última quarta-feira dia (11) no munícipio de Garanhuns, em Pernambuco, acusadas de assassinar, praticar canibalismo e usar a carne das vítimas para rechear empadas e coxinhas que uma das acusadas vendia na cidade. Inquérito investiga oito mortes atribuídas ao grupo, que praticava rituais macabros.

Dois corpos foram encontrados enterrados no quintal da casa do trio formado por Isabel Cristina Pires da Silveira, 51 anos, Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, 50 anos, e Bruna Cristina Oliveira da Silva de 25. As vítimas desaparecidas desde o início do ano eram Gisele Helena da Silva, 31 anos, e Alexandra Falcão de 20. Isabel teria confessado em depoimento que colocava carne humana nos salgados que vendia.

A polícia acredita que o grupo também matou Jéssica Camila, 17 anos, que desapareceu em 2008 na região metropolitana de Olinda. Com o grupo foram encontrados documentos de Jéssica e uma menor de idade, que a polícia suspeita que possa ser a filha da vítima, que também desapareceu em 2008. Há a possibilidade de que a criança de cinco anos também fosse alimentada com carne humana. Agora ela se encontra sob a guarda do Conselho Tutelar.
Foto Ilustrativa de uma ação de canibal

Além disso, foi encontrado um diário com as práticas do ritual de ‘purificação’ realizado pelo grupo. As vítimas eram apenas mulheres, pois os criminosos acreditavam que elas tinham “úteros malditos”. Depois de matar, o grupo drenava e bebia o sangue da vítima, em seguida desfiavam e comiam por quatro dias a carne. O texto foi registrado em cartório, no final do mês passado, com o título “Revelações de um esquizofrênico”.

Parte das anotações que narram trechos dos assassinatos cometidos pelo trio no agreste pernambucano.

Os três acusados foram encaminhados para presídios da região e aguardam o julgamento. Negromonte está preso na cadeia pública de Garanhuns, já as duas mulheres estão na Colônia Penal Feminina de Buíque.
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Fonte:R7

Canibalismo: um crime que chocou o país

Canibalismo: um crime que chocou o país

Publicado em 25.04.2012, às 07h56


Jorge Negromonte, apontado como 'o cabeça' do trio contou, em livro, como cometia os crimes
Jorge Negromonte, apontado como 'o cabeça' do trio contou, em livro, como cometia os crimes
Foto: Wenyson Albiérgio/Especial para o NE10

Por Diego Martinelly
A prisão de duas mulheres e um homem em Garanhuns, no Agreste Meridional, com cartões de créditos roubados parecia ser mais uma quadrilha que se aproveitava da inocência das vítimas para aplicar golpes em lojas do comércio. Recursos como imagens de circuitos internos de estabelecimentos ajudaram a polícia a localizar o grupo. Esse tipo de crime é tão comum hoje em dia que logo que a informação chegou às redações dos veículos de comunicação o fato não passava de mais uma notícia policial que seria mostrada naquele dia.
O tempo foi passando e logo se descobre que o grupo liderado por Jorge Negromonte, sua esposa Isabel Cristina e a amante Bruna Oliveira matava mulheres e depois esquartejava as vítimas para aplicar o golpe. As coisas começaram a mudar e aquela informação que seria apenas divulgada no interior passou a repercutir em todo o Estado.
Uma criança ajudou a polícia a localizar os corpos, que eram enterrados dentro da casa de Jorge Negromonte. O delegado que investiga o caso descobriu que a menina era filha de uma das primeiras vítimas dos cruéis matadores, que, após matarem a mulher de nome Jéssica em Rio Doce, na cidade de Olinda, passaram a usar sua identidade e seus cartões de crédito.


A mídia nacional se interessa pelo caso e os investigadores passam a tratar aquele caso como prioridade. Novos delegados são destinados pela Secretaria de Defesa Social (SDS) para a investigação e o que ninguém esperava de três seres humanos, aparentemente “meros” ladrões de cartões, terminou vindo à tona com a revelação de que o grupo comia as carnes das vítimas e chegava até a vender salgados com carnes humanas na cidade de Garanhuns.
Aí começou aquela busca incessante da mídia para tentar entender o que se passava na mente dos canibais pernambucanos, que agora já faziam parte das páginas policiais dos grandes veículos de comunicação do mundo.
As perguntas não paravam de surgir entre os jornalistas e as pessoas que acompanhavam o caso. Que tipo de doença faz com que seres humanos expressem tamanha brutalidade e desejos sanguinários? Estavam possuídos por espíritos maléficos quando cometeram os crimes ou sentiam só a necessidade de matar com intuito de virarem os símbolos do mal aqui na terra? Toda essa investigação me faz recordar o jornalista Truman Capote, que na década de 1960, nos Estados Unidos, resolveu investigar um crime, só que analisando o porquê daquele episódio estar acontecendo e o motivo que levou os assassinos a cometerem o crime. Começava a surgir o New Jornalism, uma forma de escrever mais aprofundada, aprimorando as técnicas até então utilizadas nos textos jornalísticos da época.
Para responder aos questionamentos da população e dos profissionais que estão cobrindo o crime de Garanhuns surgem os especialistas médicos, que logo cuidaram de explicar cientificamente que não se tem doença alguma que faça a pessoa usar de tanta perversidade e crueldade como aconteceu neste caso.


A verdade é que não estamos preparados para lidar com estas pessoas que nós mesmos humilhamos, damos não e excluímos do convívio social. Estas pedras colocadas por nós não seriam motivo para a concretização de tudo que foi feito, mas contribuíram para o desequilíbrio de uma mente que carrega consigo o ódio, a maldade e a inveja. O assassino e sua esposa já receberam acompanhamentos de psicólogos e assistentes sociais no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Garanhuns.
Até filmes de terror e livros narrando os crimes Jorge Negromonte tinha produzido e registrado em cartório. Alguns profissionais do Caps tinham o conhecimento disso, mas não se preocuparam e nem passou pela cabeça deles que ali estava um matador frio e calculista.
Foi pelo tempo da varíola e da doença de chagas que nossos avós passaram. Agora está chegando a doença dos países considerados potências econômicas. Lá se pensa no carro do filho, no tablet da filha e se esquecem de cuidar dos princípios da família. O resultado é este aí que já estamos presenciando: matadores de crianças, gangues que espancam negros e homossexuais. Que esta tragédia sirva de lição e que nos atente a enxergar além do muro das nossas casas.
*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do NE10

Polícia monta super esquema para levar os “canibais” de Garanhuns até Rio Doce

Polícia monta super esquema para levar os “canibais” de Garanhuns até Rio Doce

Do Redator de Plantão
Atualizada às 10h10

Os detalhes do super esquema, que levou o trio acusado de matar, esquartejar e comer a carne das mulheres em Garanhuns, Agreste pernambucano, estão sendo mantidos em sigilo, já que o caso causou comoção e revolta inclusive no exterior. Será o reencontro do três envolvidos após a prisão na residência do grupo, no bairro de Jardim Petropólis, na semana passada.
O professor de educação física Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, 50 anos, diz ser esquizofrênico. Ele é apontado como o mentor de pelo menos três assassinatos, sendo o primeiro praticado em 2008.
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As outras acusadas são a companheira de Jorge, Isabel Cristina Silveira, 51, e a amante dele, Bruna Cristina Oliveira Silva, 25. Em depoimento, eles contaram que partes dos corpos eram utilizados na alimentação e no preparo de lanches vendidos em Garanhuns.
A polícia quer elucidar o desaparecimento de Jéssica Camila Pereira, 22, mãe de uma menina hoje com cinco anos. O trio confessou ter assassinado a vítima e que a filha, na época bebê, foi criada como se fosse da família.
Emanuel Araújo Pereira, pai da jovem sumida acreditava que a garota estivesse presa em algum lugar:

Os restos mortais de Giselly Helena da Silva, a Geise, 31 anos e Alexandra da Silva Falcão, 20, já foram sepultados. A polícia suspeita que o trio tenha feito vítimas em outros municípios, como Jaboatão e Conde, no estado da Paraíba.
A criança de cinco anos encontrada com o trio continua em um abrigo em Garanhuns sob tutela da justiça. Emanuel Araújo Pereira, pai de Jéssica quer criar a neta – ele manda um recado para as autoridades do judiciário:

INVESTIGAÇÃO – A repórter Karoline Fernandes, da Rádio JC/ CBN, acompanhou a movimentação, na manhã desta quinta-feira (19), na antiga casa onde o trio morou, em Olinda. A atual moradora do local fala do sentimento de residir em um local que, possivelmente, foi palco de rituais de canibalismo.
Postado por Isabela Lemos

Suspeita de canibalismo vendia empadas de carne humana em PE

 

Três pessoas são suspeitas de homicídio e prática de canibalismo na cidade de Garanhuns, a 230 km de Pernambuco
Segundo a Polícia Civil do Estado, que revelou o crime nesta sexta-feira, 13, uma das mulheres ainda vendia salgados com restos de carne humana, dos corpos das vítimas. Eles seriam praticantes de uma seita e manteriam um triângulo amoroso. Os três são suspeitos pela morte de pelo menos três mulheres.
Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, 51 anos, era casado com Isabel Cristina Pires da Silveira, 51 anos, mas também vivia com a ex-mulher Bruna Cristina Oliveira da Silva, 25 anos. Conforme o comissário de polícia da cidade, João Bosco Andrade, os suspeitos eram membros de um grupo chamado Cartel, se dizem anticapitalistas e procuravam mulheres para diminuir a quantidade de pessoas no mundo.
O contato com as vítimas era feito por meio de uma oferta de emprego. A Polícia Civil chegou até os assassinos depois do desaparecimento de Giselly Helena da Silva, conhecida como Geisi dos Panfletos. Ela teria recebido uma proposta para ser babá de uma menina que o trio alegava ser sua filha. Quando chegou à casa dos assassinos, foi executada por Jorge, que é faixa preta em karatê.
A polícia descobriu que o cartão de crédito de Geisa foi utilizado pelo menos quatro vezes após o seu desaparecimento. Com ajuda de uma câmera de segurança de um dos estabelecimentos onde as compras foram feitas, começou a procura pelos suspeitos.
Isabel, que vendia os salgados, confessou os crimes. Ela mostrou à polícia onde estavam enterradas as ossadas de duas pessoas, e também explicou que era Jorge quem esquartejava as vítimas. “Eles comiam as vísceras das vítimas, como o fígado e o coração, que era para purificar a alma”, revelou o comissário Andrade. “E quando faltava ingrediente para as empadas, eles usavam os restos da carne das vítimas”. Por vítima, eles chegavam a tirar de oito a 10 kg de carne.
A menina de 5 anos também era obrigada a comer carne humana. Segundo a polícia, ela seria filha de Jéssica Camila da Silva Pereira, outra mulher assassinada pelo trio. Na casa dos suspeitos a polícia encontrou um diário da seita, que indica que os assassinos ainda planejavam executar mais duas pessoas até o ano que vem.
Eles serão indiciados, entre outros crimes, por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Os corpos estão agora no Instituto Médico Legal (IML) para o reconhecimento das famílias.

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OS CANIBAIS DE GARANHUNS





A cada novo depoimento, o enredo torna-se ainda mais macabro. Quase surreal. Os três suspeitos de esquartejarem três mulheres, sendo duas em Garanhuns nos últimos dois meses, revelaram ontem que faziam parte de uma seita chamada Cartel. Um dos objetivos era combater o aumento populacional. Por isso, exterminavam mulheres que já tinham filhos e comiam a carne humana como forma de purificação.

Vez por outra, transformavam em salgados, como coxinhas e empadas, para ser vendidos pelas ruas. Ontem à noite, um dia após a polícia descobrir restos mortais de duas vítimas enterrados no quintal da casa onde os suspeitos moravam, eles foram encaminhados a cadeias públicas. A polícia já investiga o extermínio de até oito vítimas, uma delas na Paraíba e outra no Rio Grande do Norte. O número pode ser muito maior.

Bruna Cristina de Oliveira da Silva, 22, revelou sua verdadeira identidade. Até então, ela se passava por Jéssica Camila da Silva Pereira, 17, a primeira vítima do trio. Em 2008, a suspeita e casal Jorge Beltrão Negro Monte da Silveira e Isabel Cristina Pires da Silveira conheceram Jéssica próximo a um canal de Boa Viagem, no Recife.

Moradora de rua, ela aceitou o convite de trabalhar como doméstica para os três, em Rio Doce, Olinda. Dois meses depois, foi esquartejada e comida quando quis deixar a casa. A filha dela, de dois anos, também foi obrigada a comer carne humana. A carne da própria mãe. Em 25 de fevereiro deste ano, atraída por um emprego de babá, Giselly Helena da Silva, 31, passou pelo mesmo ritual. Menos de um mês depois, foi a vez de Alexandra Falcão da Silva, 20. Tudo foi registrado em texto e ilustrações no livro Revelações de um Esquizofrênico, produzido e registrado em cartório por Jorge.

Próxima vítima - Uma mulher de 18 anos prestou depoimento na 2ª Delegacia de Garanhuns. Ela seria a próxima vítima, segundo relato de Isabel Silveira. Até a vala estava preparada para receber o cadáver. À polícia, depois de serem presos, o trio alegou sofrer de esquizofrenia. O delegado Wesley Fernandes não acredita na versão.

“Trata-se de uma tese de defesa”, afirmou. Segundo o delegado, a execução da mulher de 18 anos não aconteceu porque ela acabou não indo à casa dos suspeitos. A suposta vítima, no entanto, afirmou não conhecer nenhum Jorge, Isabel e Bruna. Ela, que prestou depoimento na tarde de ontem, não quis dar entrevista.

A história que uniu os três vilões de um dos crimes mais bárbaros já registrados em Garanhuns começou há cinco anos. Jorge conheceu Bruna. O fato tinha tudo para abalar a união dele com Isabel, mas o relacionamento entre os três se fortaleceu. Tanto que passou a incomodar os outros membros da família

O envolvimento dele com o crime de estelionato foi o fator culminante para que o trio fosse expulso de casa. Segundo relatos de parentes, eles passaram a viver em Rio Doce, em Olinda. Surgiram os primeiros contatos com a seita e o início dos extermínios em série, seguidos de canibalismo. Depois de assassinar Jéssica, o triângulo amoroso passou a viver na Paraíba. Lá, teriam feito mais uma vítima. No Rio Grande do Norte, outro registro. Depois eles voltaram a morar em Olinda, onde duas mulheres teriam sido exterminadas e comidas. No Recife, mais duas.

“Somente Isabel confessou o envolvimento em oito assassinatos com participação dos três. Jorge e Bruna só confessam a morte das três mulheres (Jéssica, Giselly e Alexandra)”, disse o delegado. Após o esquartejamento, o coração, o fígado e os músculos da perna eram tirados, fervidos e comidos pelos suspeitos e pela criança que hoje tem cinco anos. Ela, que tem duas certidões de nascimento registradas, está sob a guarda do Conselho Tutelar.

Na manhã da última quarta, quando a polícia chegou até a residência dos envolvidos, em Jardim Liberdade, a criança apontou onde estavam os restos mortais das duas mulheres executadas no local. Ela contou que presenciou as mortes. A polícia só chegou aos suspeitos porque começou a investigar o sumiço de Giselly. Faturas dos cartões de crédito chegaram à casa da família dela. O delegado solicitou as imagens do circuito interno das câmeras das lojas e comprovou que o trio fazia compras com os cartões. Com mandados de busca e apreensão, policiais foram à residência dos suspeitos e flagraram os corpos, que estão no IML do Recife. Até a noite de ontem, não haviam sido reconhecidos.

Revoltados com a crueldade, vizinhos saquearam e atearam fogo no imóvel onde os suspeitos viviam. Eles disseram que sempre acharam estranho o comportamento do trio, mas não imaginavam tamanha crueldade. Carnes humanas, temperadas, dentro de freezers teriam sido encontradas e levadas por populares. Os suspeitos confessaram que desfiavam as carnes e preparavam salgados para vender. Testemunhas afirmaram já ter visto e até comprado a comida sem saber que se tratava de restos mortais. O inquérito ainda não tem prazo para ser concluído.

Trechos do livro “Diário de um Esquizofrênico”

“Tudo isso que revelei, não sou eu, nem ninguém, é só a minha mente.” O autor.

Capítulo XXIV

O plano macabro de destruir a adolescente maldita “Um dia eu aproveitando que a adolescente do mal não estava, combinei com Bel e com Jéssica um modo de destruí-la, e chegamos a uma conclusão: matá-la, dividi-la e enterrá-la. Só que cada parte dela em um lugar diferente. Era uma noite de chuva forte, relâmpagos e trovadas. A criatura do mal estava em um quarto da casa: olho para Bel e para Jéssica com um olhar de que aquela noite seria o momento certo para destruir o mal. Todo ser humano tem um instinto assassino, e tal instinto é liberado em situações como esta. O homem também é o único ser que mata por prazer, mas até o matar por prazer é uma espécie de auto-proteção do seu eu, provando com isso que ele tem o poder sobre outras vidas.”

Capítulo XXVI

A dividida “Vejo aquele corpo no chão, Jéssica desconfia que ainda se encontra com vida, pego uma corda, faço uma forca e coloco no pescoço do corpo, puxo para o banheiro e ligo o chuveiro para todo o sangue escorrer pelo ralo. Ao olhar para o corpo já sem vida da adolescente do mal, sinto um alívio. Pego uma lâmina e começo a retirar toda a sua pele, e logo depois a divido. Eu, Bel e Jéssica nos alimentamos com a carne do mal, como se fosse um ritual de purificação. E o resto eu enterro no nosso quintal, cada parte em um lugar diferente.”

Entda o crime

O trio de suspeitos conheceu a moradora de rua Jéssica Camila da Silva Pereira em 2008, num canal de Boa Viagem. Fizeram o convite e ela aceitou trabalhar como doméstica na casa deles, em Rio Doce, Olinda.

Dois meses depois, Jéssica foi assassinada quando demostrou o desejo de deixar a casa. Ela teve o corpo esquartejado.

A carne humana foi comida pelos suspeitos e pela filha da vítima, então com dois anos

Os ossos e restos mortais foram enterrados no quintal da casa deles. Meses depois, antes de se mudarem para a Paraíba, eles levaram os ossos para um terreno baldio

Jorge Beltrão Nascimento, confessou a uma equipe de reportagem do portal NE10 que as vítimas do ritual macabro que fazia junto com sua família eras escolhidas com ajuda de arcanjos e querubins, que o acompanham desde a infância.

“Eu entregava as vítimas a Deus. Estava cumprindo uma missão”, afirmou Jorge diante as câmeras da reportagem, dizendo ainda que matava as mulheres e depois comia a carne dos seus corpos num processo que definido por ele como de “completa purificação”.

TRIO DE ASSASSINOS CANIBAIS DE GARANHUNS CONFESSOU MAIS SEIS MORTES



De acordo com Itapuan Vasconcelos, eles afirmaram que cinco destes crimes teriam acontecido no Recife e um em Olinda.


O trio de canibais de Garanhuns confessou ter assassinado mais seis pessoas, segundo o promotor do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) em Garanhuns, Itapuan Vasconcelos. Com isso, o número total de vítimas já chega a nove. Ainda de acordo com Itapuan Vasconcelos, eles afirmaram que cinco destes crimes teriam acontecido no Recife e um em Olinda. Jorge Beltrão, Isabel Pires e Bruna Oliveira são acusadas de homicídios triplamente qualificados, falsidade ideológica, estelionato, ocultação de cadáver e falsificação de documentos.

"Em uma agenda que ela possuía, Bruna tinha anotado que tinha entrado em contato com outras mulheres no Agreste de Pernambuco. Uma em Lagoa do Ouro e outra em Jupi. De acordo com suas anotações, estas mulheres seriam usadas nas próximas missões do grupo. Eles chamavam de missão cada assassinato que cometiam", afirmou o promotor do MPPE, Itapuan Vasconcelos.

Segundo o delegado Wesley Fernandes, que está à frente do caso, durante o depoimento de Isabel Cristina, ela confessou que parte dos salgados – coxinhas, risoles, empadas, entre outros – que ela fazia para vender nas cidades eram recheados com a carne das vítimas.


Depois que eles esquartejavam, a carne era congelada, desfiada e também utilizada para alimentar a família, inclusive dando partes dos corpos para a criança que morava com o trio. Além disso, segundo Isabel, a parte preferida era o coração das vítimas. Mas nada sobrava. Eles também usavam o fígado e os músculos das pernas que eram fervidos e ingeridos, numa espécie de ritual macabro”, explicou o delegado.

A polícia acredita que esse mesmo ritual foi feito também com outras vítimas.


Por GILMAR MARQUES DE SOUZA

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Os Canibais de Garanhuns

 



O livro tem até registro em cartório
Os suspeitos de cometer a barbárie formam um triângulo amoroso composto por um homem e uma mulher de 52 anos, que seriam casados, e uma jovem de 23. Em depoimento à Polícia Civil, eles disseram que usavam carne humana para produzir salgados, que eram vendidos à população e servidos como refeição, inclusive para a criança. Os suspeitos ainda confessaram guardar parte dos corpos das vítimas na geladeira.

De acordo com a polícia, os suspeitos falaram que faziam parte de uma seita, que pregava a purificação do mundo e a diminuição populacional. A meta seria matar três mulheres por ano. O homem suspeito de comandar o trio nos assassinatos fez um livro, ilustrado e registrado em cartório, onde conta detalhes dos crimes e da vida dele. Nas páginas, há informações de que ele era formado em Educação Física e faixa preta em caratê.

A polícia começou a desvendar o crime quando encontrou os restos mortais das mulheres na residência deles. Um dos dois corpos seria de uma mulher desaparecida desde fevereiro; o outro, de uma mulher de 20 anos, que sumiu no dia 15 de março. Depois de as famílias das vítimas prestarem queixa, a polícia localizou o trio quando uma fatura de cartão crédito chegou à casa de uma das vítimas. Imagens das câmeras de segurança de lojas onde as compras foram efetivadas mostravam os suspeitos.

As vítimas também teriam sido vistas perto da casa dos investigados antes de desaparecerem. A polícia conseguiu mandados de prisão e de busca e apreensão e, ao ser abordada, uma das mulheres teria assumido os crimes e revelado o local onde os cadáveres estavam enterradas. Segundo a polícia, a menina de cinco anos que morava com o trio testemunhou os crimes cometidos na casa. Em depoimento, ela contou que o pai teria cortado o pescoço das vítimas.
O caso que vem chocando o Brasil está dando o que falar, afinal não é nada comum humanos serem devorados por humanos, o que resulta em canibalismo. Entenda o caso:


Os restos mortais de duas mulheres assassinadas em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, pelo trio investigado de homicídios e ocultação de cadáveres, foram liberados no último sábado (14) pelo Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife. De acordo com o IML, a identificação foi confirmada pelos parentes das vítimas. Um dos corpos já foi enterrado no município de Palmeirina, também no Agreste.
Os restos mortais foram encontrados pela polícia, na última quarta-feira (11), enterrados na casa onde viviam um homem de 50 anos e duas mulheres, de 23 e 52 anos. Os três suspeitos foram presos e confessaram os crimes. As duas mulheres estão detidas na Colônia Penal Feminina de Buíque, no Agreste. O homem foi transferido para um presídio no Recife.


Doido?


Quando mais novo, os amigos do faixa preta de caratê Jorge Beltrão o chamavam de louco e esquizofrênico.
Ele sempre disse que, a seu lado, estavam presentes a toda hora um querubim e um arcanjo, um negro e um branco, dando-lhe conselhos.
“Mas os dois seguem muito os preceitos do olho por olho, dente por dente. E não gosto disso. Mesmo assim, não queria desobedecê-los”, contou ele em depoimento à polícia.


Desta feita, obedecendo aos seus, Jorge começou a fazer o que estavam lhe pedindo: missões.
Estas tais missões eram os assassinatos. “Mas ele não se refere assim aos homicídios. O acusado contou que uma entidade toda vez dizia que tal pessoa era má e, por conta disso, ela deveria morrer. Por ano, eram necessárias três missões; portanto, três assassinatos”, disse o delegado.


Mas por que as vítimas só eram mulheres?! De acordo com Jorge Beltrão, elas teriam o ‘útero maldito’.
“O objetivo da seita é não deixar que o mundo fique populoso e nossas missões são para salvar as almas más”, comentou ele, em depoimento.


O que deixou a todos boquiabertos foi o fato de o trio – que deverá responder por pelo menos nove homicídios – alimentava uma criança de 5 anos, que vivia com eles, com carne humana.
Essa menina é, inclusive, filha de uma das vítimas dos canibais; a Jéssica Camila, de Caruaru.
Eles relataram às autoridades que utilizavam partes como as nádegas, coxas, panturrilhas e fígado para os rituais de purificação.
“Não colocávamos nada, somente água na carne para purificá-la”, detalhou Jorge Beltrão, já preso.


No dia da prisão deles – o bando só foi encontrado porque fazia compras com o cartão de crédito de uma das vítimas desaparecidas –, a polícia encontrou vários quilos de carne humana na geladeira dos acusados.
Conforme a dona-de-casa e vendedora de salgadinhos Isabel Silveira, mulher de Jorge Beltrão, o ‘suplemento alimentar canibalesco’ de cada vítima esquartejada e, por vezes, enterrada no quintal da casa do trio durava “apenas” de três a cinco dias, no máximo.
Ela confirmou aos agentes civis que certo dia – ela trabalhava vendendo coxinhas e empadas no Centro de Garanhuns e, inclusive, na frente de hospitais – faltou carne de frango e utilizou carne humana, alegando ser atum para os clientes.


O Livro que Jorge escreveu


O folheto, que tem como título "Revelações de um esquizofrênico", parece um livro de magia negra. Com direito a ilustrações com figuras demoníacas, biografia, sumário e 34 capítulos, o acusado queria deixar perpetuado o ato de brutalidade. Tanto que, não bastasse a frieza em descrever os fatos, levou o livro impresso (em gráfica rápida) e o registrou no Cartório do Terceiro Ofício de Notas em Garanhuns (às 15h36 do dia 28 de março deste ano).


Confira o trecho do capítulo XXVI “A dividida” do livro escrito pelo assassino: “Vejo aquele corpo no chão, Jéssica desconfia que ainda se encontra com vida, pego uma corda, faço uma forca e coloco no pescoço do corpo, puxo para o banheiro e ligo o chuveiro para todo o sangue escorrer pelo ralo. Ao olhar para o corpo já sem vida da adolescente do mal, sinto um alívio. Pego uma lamina e começo a retirar toda a sua pele, e logo depois à divido. Eu, Bel e Jéssica nos alimentamos com a carne do mal, como se fosse um ritual de purificação, e o resto eu enterro no nosso quintal, cada parte em um lugar diferente”.




A TV Jornal Caruaru, filiada SBT, conseguiu com exclusividade uma entrevista com o casal Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, 50 anos, e Isabel Cristina Pires, 50.






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EXCLUSIVO: casa onde trio acusado de canibalismo matou, esquartejou e enterrou suas vítimas

 


Sala da casa que foi incendiada por populares (foto V&C)
Um disco de Chico Buarque jogado em um chão encinzentado. Foi a única coisa que nos lembrou, que um dia ali existiu vestígios de uma organização familiar normal. O blog V&C Artigos e Notícias visitou na tarde deste 14 de abril, a casa onde Jorge Negromonte, Bruna Cristina e Isabel Pereira praticaram um dos mais monstruosos crimes de que se tem notícia na história recente do país. Estamos falando da casa do trio de canibais de Garanhuns que pode ter matado cerca de oito mulheres, uma delas no RN. Três crimes já foram confessados pelos três. Dois deles ocorreram no bairro Jardim Petrópolis em Garanhuns e tiveram como vítimas Giselly Helena e Alexandra da Silva Falcão. Os dois corpos foram sepultados também neste sábado.
A casa foi saqueada e incendiada por populares revoltados com a maldade dos dois homicídios. O local abriga ainda muitos curiosos que observam cada cômodo como se não quisessem acreditar no que ali se passou dias atrás. De cara encontramos restos de empada na frente da casa. Isabel Pereira as vendia no comércio de Garanhuns e segundo a polícia, os canibais utilizaram carne humana desfiada para confeccionar alguma dessas empadas. Abaixo a foto.
Um dos quartos da casa
Restos de empadas que eram vendidas por Isabel Pereira. A polícia suspeita, baseado em depoimentos dos próprios acusados, que parte desse material era confeccionado com a carne das vítimas que eles atraíram e mataram dentro da casa (foto V&C)

Os vizinhos estão tão incrédulos quanto o resto da população da cidade. Foi o que deu pra notar na visita do V&C a casa dos canibais. "Nunca ouvi nada vindo daí. Eles ligavam o som alto", disse uma das vizinhas. Ela também disse que a Isabel era a que mais saia. Justamente Isabel era a que vendias as empadas no comércio de Garanhuns. Restos de sangue e cerâmica fofa em um dos quartos faz grupo de pessoas acreditarem que neste local possa haver um corpo que seria mais uma vítima do trio de assassinos. Foto (V&C)
Uma das covas onde os canibais de Garanhuns enterraram partes de uma vítima. O mal cheiro no local ainda é forte, o que causa náuseas em alguns desacostumados. Neste local Jorge Negromonte sepultou pedaços de Giselly Helena após esquartejá-la. Crimes foram presenciados por uma criança de cinco anos, provavelmente filho de uma terceira mulher, chamada Jéssica que foi morta pelo trio em 2008 em Olinda. (foto V&C)
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Duas vítimas encontradas nas covas que mostramos acima. Alexandra de 20 anos e Giselly de 31. Elas foram atraídas para lá através de uma falsa promessa de emprego. Ambas estavam desaparecidas a alguns dias. A polícia chegou a elas, porque os canibais fizeram compras com o cartão de Giselly o que encerrou o mistério

O trio de supostos canibais formado por Bruna Cristina (morena) Jorge Negromonte e Isabel Pereira. Esta última responsável por vender as empadas que segundo a polícia poderia ter sido preparada com carne humana das vítimas que eles mataram. Outros crimes são atribuídos a Negromonte inclusive uma vítima potiguar onde ele diz já ter estado. Ao ser perguntado pelo motivo dos crimes eles dizem ter cumprido uma missão de Deus. Ao ser perguntado se as mulheres não choraram e imploraram pela vida, disseram que elas morreram perdoadas
V&C

Canibais de Garanhuns podem ter devorado mais oito pessoas

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A polícia teme causar pânico com novas revelações

A Polícia Civil diz acreditar que outras oito pessoas podem ter sido vítimas do trio suspeito de matar, esquartejar e comer pedaços dos corpos de três mulheres em Pernambuco.
Os crimes já identificados na investigação aconteceram em Garanhuns (234 km de Recife) e Olinda, na região metropolitana de Recife.

Moradores de Garanhuns dizem ter comido empadas com carne humana


Um dos canibais de Garanhuns já havia sido inocentado por homicídio

Entre as outras possíveis vítimas também há homens, disse hoje (13) o comissário da Delegacia de Garanhuns Demócrito de Oliveira. Ele não quis revelar as cidades dessas pessoas para não causar pânico.
Na quinta-feira (12), o delegado Wesley Fernandes afirmou que o trio disse que matava mulheres apontadas por “entidades” como pessoas más e que ªsuperpovoavamº o planeta. Saiba mais.
A polícia diz que chegou às prováveis novas vítimas a partir de depoimentos dos suspeitos Jorge Negromonte da Silveira, 51, da mulher dele, Isabel Cristina Torreão Pires da Silveira, 51, e da amante dele, Bruna Cristina Oliveira da Silva, 25.
Sem entrar em detalhes, o comissário afirmou que esses crimes podem ter ocorrido antes de 2008, ano tido até então como o do primeiro assassinato cometido pelos três.
Os restos mortais que não eram devorados em rituais de canibalismo eram utilizados, segundo a polícia, para rechear salgados vendidos por Isabel nas ruas da cidade.

VALA

A Delegacia de Garanhuns afirmou ter encontrado uma vala aberta no quintal da casa dos suspeitos. Ela está no mesmo local onde a polícia encontrou os corpos de duas mulheres na quarta-feira (11).
A polícia diz acreditar que uma jovem de 18 anos, da cidade de Lagoa do Ouro (274 km de Recife), seria a próxima vítima. O nome dela não foi revelado.
O comissário ouvido pela Folha afirma que o trio entrou em contato com a jovem oferecendo a ela um book fotográfico. A polícia diz não saber quando ela viajaria e por que razão não chegou à cidade.
Daniel Carvalho

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